quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Os mantras da engenharia.

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Então, você passou no vestibular de engenharia, né? Parabéns, champs! Você deixou para trás aqueles inúteis que não sabem fazer conta, as bibas que só querem mexer com plantinha e agora entrou num curso de macho! Vai poder matar aula, vai aprender o hino, vai ter a maior calourada da Universidade e, quando se formar, vai ter o mundo aos seus pés!
Pera, eu disse quando? Acho que me enganei aqui. O mais correto seria dizer se você se formar, amigão! Depois de quase 2 períodos completados, eu finalmente entendi porque, por muitas vezes, eu vi alunos do CT circulando, murmurando ou recitando, como um mantra, as expressões:

"Tá foda!"
e
"Fudeu!"

Para ilustrar melhor, vejamos um exemplo. Terça-feira, prova de Circuitos Elétricos I. O professor, alguns dias antes da prova, disse que ia maneirar nas contas, porque havia corrido com a matéria e coisa e tal. Se você tá no 3º ano e acha que é difícil, tenho péssimas notícias pra você, amigão. Anyway, o que aconteceu foi algo como o seguinte:
E depois dessa beleza de prova, lembramos que daqui a uma semana teremos uma maratona de 5 provas em 5 dias, para, uma semana depois disso, as provas finais.

Fudeu.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Not that Random anymore.

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E enquanto o garçom levava a terceira cerveja embora, a curiosidade dela aumentava. O calor de dentro do bar, na beira da estrada, fez com que ela tirasse a jaqueta. Um belo decote e pernas escondidas pelo couro da calça. Ela tinha um quê de selvagem e livre a que ele não resistia. Não conseguia. Aquele ar de forasteiro a atraía. A guitarra encostada no banco e a garrafa de Jack Daniel's na Harley a faziam pensar em que tipo de homem ele era. Definitivamente não era comum. Homens comuns não andam por estradas. Não daquele jeito.

- Ainda não sei seu nome...
- Eu gosto de Jackie Boy, não vou me importar, mesmo.
- Ok, então, Jackie Boy. Você é algum tipo de andarilho?
- Mais ou menos, eu venho nessa estrada para fugir...
- Fugir?
- É, eu nunca sei exatamente do quê. Problemas, falta de motivação, coisas que me levam a ficar distante. E quando eu chego aqui e começo a andar, essa estrada sempre me melhora. Cada vez eu passo mais tempo aqui. Ela está se tornando muito atrativa para mim, às vezes parece ruim, mas eu nunca tenho o bastante. É aqui que eu me sinto livre. Lugares certos, pessoas certas, tudo isso me faz bem...

Com um sorriso de canto, ela disse:
- Mas e se você topar com uma das pessoas erradas?

Sem resposta, só conseguiu sorrir de volta e brindar com ela.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Random.

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Sempre andava por aquela estrada. Nunca soube exatamente qual era o destino. Só sabia que ia pro sul. A guitarra nas costas, um par de calças e a garrafa de Jack Daniel's, seus únicos companheiros. Ele parava em várias cidades, mas esse tempo que caminhava pela estrada, à espera de uma carona que o levasse mais rapidamente até um lugar pra descansar e continuar a caminhada, era só dele. Mas naquele dia, fazia sol. O tipo de dia que exauria suas forças. O tipo de dia que o fazia implorar por uma carona.

Mas ele continuava caminhando. As pernas, automáticas, dispensavam-lhe a concentração para andar, restando a ele apenas pensar no que o levara ali. De certo não era satisfação. O ronco de uma moto ao seu lado o fez despertar dos pensamentos. De baixo pra cima, ele olhava aquela magnífica obra da engenharia: uma Harley-Davidson. A pintura em preto metálico, os bancos de couro, o barulho do motor, a suspensão inconfundível. Levantou o rosto para olhar quem estava pilotando. A jaqueta de couro escondia o torso. Parou a moto, tirou o capacete, os cabelos, longos, caíram às costas. Nunca tinha imaginado uma mulher como aquela pilotando uma Harley e parando ali. Com um hálito puro como o whiskey que ele segurava, ela falou:

- Are you lost, Jackie Boy?
- Guess I just got found...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Keep on rockin' on the free road.

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Rá! Foi enrolado, mas o nosso segundo ensaio aconteceu! Foi enrolado desde o início e, aliás, foi weird. Segunda passada, eu ligo pra marcar o estúdio na quarta passada, mas estava ocupado. Então, Zubat calmamente pergunta: "e a outra quarta?"

- Rapaz, você vai ter que me ligar.

Então eu fiquei pensando "tá, por que não marca logo?", mas concordei e desliguei. Além de desmarcar com o resto da banda, não teria nada de incômodo em ligar outro dia. Então, no sábado, lá vai Zubat ligar de novo e pedir pra marcar na quarta feira.

- Rapaz, você vai ter que me ligar.

Não, isso não foi um ctrl+v e eu fiquei confuso achando que tinha uma gravação dialogando comigo, não tava tão longe assim da quarta, mas levando em conta que era um sábado e na rua do estúdio tem uma distribuidora de bebidas, bem...

ENFIM, na segunda (!), consegui marcar o ensaio pra quarta, avisei todo mundo e pedi pro irmão do baterista (que estuda na ufes comigo) avisar do ensaio pra ele. Eis que, quando chega na quarta, descubro que o baterista não sabia do ensaio.
"Now what?". Bem, como recomendaria o nosso eterno Douglas Adams: DON'T PANIC. O pior que poderia acontecer era a gente ensaiar só de chimbau, afinal. Ledo engano, pobre Zubat. A duas horas do ensaio, ligamos pro baterista e avisamos, o que felizmente garantiu a presença dela, ao invés do Invisible Drummer. Porém, ao chegar no estúdio (que é uma casa, na verdade).NADA como encontrar a porta fechada! E melhor, sem ninguém pra abrir. Esperando o outro guitarrista, lá ficamos no calor infernal de Vila Velha, esperando que alguém aparecesse afinal, quando o outro guitarrista (estávamos eu, o baixista e o baterista) surge pela esquina, com um WTF? estampado no rosto ao nos ver na frente da porta. E então, quando ele chegou, dissemos a ele o que tinha ocorrido:Fomos trollados succesfulmente pelos donos do estúdio. Em busca de algum refresco pro calor infernal, eu e o guitarrista fomos à padaria mais próxima em busca de algo (não era álcool, seus insinuantes) e, quando voltamos:
Alguém abriu a porta! E lá dentro, foi foda, apesar da limitação da bateria (que só tinha o chimbau), tudo parecia fluir naturalmente, sem necessidade de muitos ajustes e "volta do início". Ao fim da primeira de duas horas, nos olhamos e nos pensamos "e agora, a gente repete?" haha.

Keep Rocking, Johnnie Rocker.

(Pra fechar o dia, acabo de receber uma sms do guitarrista: To solteiro. Unrelated)