sábado, 22 de maio de 2010

Sobre São Paulo, taxistas e ZZ Top.

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Quinta-feira. 20 de maio de 2010. Zubat acorda às 5:30 da manhã na expectativa de uma indigestíssima aula de termodinâmica. Mas whatever, logo mais ele iria rumo a São Paulo, onde encontraria fellas, beberia cerveja e, finalmente, veria o show de uma de suas bandas favoritas: o ZZ Top.


A primeira vez do Zubat na Terra da Garoa, sem pais. Sem ninguém para ser responsável no caso de algo dar errado. Inteiramente sozinho e tendo que se virar. Pois muito bem. Challenge accepted.

12:00. Almoço no RU. Aparentemente tudo ok. Peguei um ônibus megalotado pra sair da UFES até o aeroporto. Mas tudo bem, embarquei e peguei meu livro pra ler. Ulisses, do James Joyce, pra me distrair um pouco de integrais e programação e reforçar o espírito irlandês. Três horas e alguns minutos depois, lá se revelava, na janela do avião, São Paulo.

Cosmopolita. Cinza. Cheia de prédios. Rockeira. Um refúgio. Enorme. Minha "Paradise City", where the grass is grey and the girls are pretty. O lugar onde eu me encontro. Mas dessa vez, eu estava sozinho. E nervoso pra caralho. Ao desembarcar em Congonhas, eu sabia que tinha uma van me esperando pra levar pro hotel, só não sabia qual era essa van. E elas não iam facilitar either. Por mais que dissessem que tinha o símbolo do hotel nelas, eu não conseguia identificar. Acabei pagando um táxi pra me levar até lá, e pagando R$10 para ele simplesmente fazer um retorno. Ou seja, era só ter atravessado a rua. Facepalm pra mim mesmo.

15:30. Uma vez no hotel e com check-in feito, fui tomar meu banho, afinal tinha marcado com os fellas na Consolação para fazermos algo de interessante em algum dos estabelecimentos por lá. Como eu estava tomando remédios para curar essa garganta, minha cota de álcool ficou absolutamente reduzida, mas eu fui.

16:00. Como não tinha metrô perto do hotel (o que é estranho, já que fica perto do aeroporto e tal), descobri com os atendentes do hotel que precisaria pegar o "Jabaquara". Fui para o ponto e vi vários ônibus com o símbolo do metrô. Mas o Jabaquara que é bom, niente. Resolvi pegar algum outro random. Daí experimentei o delicioso trânsito de São Paulo. Demorei mais tempo dentro desse ônibus do que no metrô, e olha que a distância que o metrô percorre é bem maior.

17:00. Chegando à Consolação, recebi um sms da R., que em breve dará à luz o primeiro afilhado da Men's Talk, dizendo que não poderia ir, porque pensou que iria estar no lugar do show às 8, quando na verdade eu ia sair da Consolação nesse horário. Uma falha de comunicação intensa e nada de ver R. barriguda. Anyway, foram 3 horas conversando com o I. sobre ciência, tomando cerveja (pouca, no entanto, devido aos medicamentos supra-citados) e roendo as unhas esperando a hora do show.

20:00. Hora de pegar um táxi e ir pra Funchal. O taxista veio do Piauí e ouvia... blues! Fomos o trajeto todo conversando sobre grandes clássicos e casas de blues paulistanas. Impressionei-me, confesso. Afinal, por aqui os taxistas não são exatamente exemplos de bom-gosto musical (a primeira vez que eu ouvi o Rebolation, por exemplo, foi num táxi) e, de repente, estão ouvindo blues! FUCK YEA. Mais um ponto pra São Paulo. E, ao me deixar na casa de show onde o ZZ Top estaria, um "bem-vindo a São Paulo".

20:30. Retirar o ingresso na bilheteria. Bem-sucedido. Entrar e procurar o lugar o mais perto possível da grade que separa a área VIP da área comum. Lá estava eu. Ansioso. Muito. O Hudson ia abrir o show. Tudo bem, ele fez um cd fodão depois que deixou o sertanejo mas ainda assim eu tava com um pé atrás. Até que ele começou e, PORRA, o cara toca muito. Dedicando o show a Ronnie James Dio, o guitarrista ganhou muitos pontos com todos e, mandando sons de Steve Vai, Deep Purple e Stevie Ray Vaughan, Hudson conseguiu queimar a minha língua exemplarmente e até comentar com um random do meu lado: "e pensar que esse cara tocava sertanejo..."

22:00. O momento que todos aguardávamos. O ZZ Top ameaçava entrar no palco. O som do AC/DC reverberava pela Via Funchal enquanto 6,000 rockeiros se agitavam. Até que eles entraram. Barbas primeiro, obviamente. E já chegaram mandando o som potente e empolgante que é "Got Me Under Pressure". Suficiente pra me fazer gritar até não ter ar mais nos pulmões. E daí até "Tush", que fechou o show, eu não parei. Minha voz? Já era. Mas o show foi um verdadeiro orgasmo. "I knew these guys were good, I just hadn't realized how good". Duas horas de puro blues texano. Até arrisquei alguns passos. As duas melhores horas pelas quais eu passei nesse ano de 2010. O ZZ Top mostrava porque tem a reputação de ser uma das melhores bandas ao vivo da história. E muitas moçoilas, para aqueles que dizem que não existem mulheres rockeiras.


0:10. Fim de show. Sensação de "PORRA, QUE SHOW DO CARALHO". Sensação de ter gastado muito bem o dinheiro percorrendo tooooooodo o caminho desde o ES até São Paulo pra ver uma banda tocar e voltar no outro dia. Algumas pessoas nunca vão entender essa sensação de ver uma banda tocar ao vivo. E é melhor que elas não entendam mesmo. Na saída, fui procurar um souvenir pra comprar. Vi as camisas, mas estavam uma facada absurdamente alta e eles não aceitavam cartão. Resolvi que ia comprar o chaveiro. R$30. Acabei ficando com 40 na carteira. Fui conversar com o taxista e ele disse que era R$50 até meu hotel.

Alguns momentos depois, uma moça random passa e o taxista pergunta se ela vai de táxi. Acabamos descobrindo que meu hotel era caminho pra casa dela, então fechamos um acordo e fomos. No caminho, ele botou o "Born Again" pra tocar, disse que tinha ido ao primeiro Rock in Rio. A moça, Ana (por alguma coincidência levemente estranha, o nome da minha mãe), que acabou me salvando, era analista de sistemas do Santander, 21, ouvia Black Sabbath, ZZ Top e Johnny Winter e usava linux. WTF EU AINDA TO FAZENDO NO ES?

Muito obrigado, São Paulo, por renovar minha fé na humanidade, mostrar que Leather Girls existem (e aos montes) e, principalmente, fazer de mim a pessoa mais feliz do mundo por duas horas. Mal posso esperar pra voltar.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Coisas que a gente ouve quando é monitor de laboratório.

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E ao som absolutamente dorgas do Humble Pie, eu começo mais um post de nerdice eventual. Depois de dois meses trabalhando no Lab para um verdadeiro Tech Impaired Duck, eu achei que ia acabar me acostumando. Mas não é verdade. Mesmo depois de todos os esforços dos desenvolvedores para tornar o Linux mais acessível, mesmo depois de fazer equivalentes para vários programas e mesmo depois de todo o esforço em torno do desenvolvimento cooperativo, eles insistem. A parte engraçada é que eles sempre geram umas boas risadas depois.


Bem, como eu disse anteriormente, desde março venho trabalhando num laboratório da UFES como monitor. O laboratório se chama LabNult, e é relacionado a projetos de mestrado e doutorado na área de transportes. Como era de se esperar, comandado por professores dos Departamentos de Civil e Produção, ambos exímios conhecedores da área de TI. Nada melhor do que um aluno de Eng. de Computação pra supervisionar isso, certo?

Mas relevando a parte técnica (e chata) da coisa, lá estava eu num dia comum de laboratório. Vigia máquinas aqui, passa anti-vírus lá, era só mais um dia regular jogando FreeCell e esperando o tempo passar enquanto ficava à toa no msn. Eis que surgem, eles, os alunos da Produção, com as pérolas do dia.

Até que se eles ficassem no canto deles, eu nem reclamaria. Mas eu juro que eles provocam! Logo os dois se sentaram e começou a discussão OpenOffice x MS Office (já que no lab usamos Open, e as antas fazem o trabalho em MS Office só pra ter o trabalho de ter que formatar tudo de novo depois, por que não usam o TEX?):

- Pra que usar OpenOffice, cara? Faz tudo no Office normal mesmo!
- Mas cara, se aqui só tem OpenOffice, melhor já começar...
- Ih, carai...

Algum tempo depois, ouve-se um outro diálogo (não com os mesmos protagonistas), em que um dos usuários em questão começou a louvar o Windows. Com um tempero adicional: louvou a pirataria e ensinou todos os seus "truques" de malandrão enganador da Microsoft. De onde eu comecei a prestar atenção:

- ... de onde você acha que as pessoas arrumam cds do Windows?
- Hmm, com outras pessoas que tenham.
- É, mas você acha que essas pessoas compram o Windows? Não, elas baixam da internet!
- E ninguém compra um original? E como valida?
- Ah, você só precisa apagar uma chave de registro lá [valeu, hacker]... porque linux ninguém usa, né?

Minha reação ao ouvir tão sábias palavras


A partir daí não aguentei mais, confesso. Tive que ir buscar uma água pra beber, ir no banheiro, qualquer coisa, mas ficar ali, com um exemplo clássico de usuário NOOB? Pra se coroar, ouvimos os comentários sobre o novo sistema do RU (Restaurante Universitário), que agora usa canecas ao invés de copos descartáveis:

- Ah, já estão usando as canecas. Se você quiser, eu te empresto meu caneco pra você ir lá comer.

Para fechar, a verdade absoluta e infalível: Algum dia, você vai trabalhar com (ou para) gente que não tem a menor ideia do que está fazendo. E aí, amigo, a única coisa a se fazer é sentar e dar risada de tudo.

Menção honrosa do post vai para a S., que está batalhando arduamente para usar seu Linux e deixar para trás todas as pessoas que mandaram ela colocar fuckin' ruindows.

domingo, 16 de maio de 2010

Diversão é um conceito relativo.

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Ponto.

Cada um se diverte de um jeito. Tem gente que vai pescar. Outros vão à praia. Alguns praticam esportes, yoga. Tocam instrumentos musicais. Fliperamas, videogames. Coisas não-mencionáveis nesse blog nerd também entram no pacote. Nerds vêem Star Wars ou fazem programas (de computador!). Rockeiros costumam ligar seus fones bem altos ou vão a bares onde bandas pequenas entoam clássicos imortalizados. E, bem, pessoas festeiras vão a festas.

Ok, nós somos minoria. Não obrigamos ninguém a tocar rock em festas. Nós sabemos que é inviável. Mas, na maioria das vezes, estamos lá pela companhia (ou pelo álcool também, mas nem sempre). Então, por favor, não adianta tentar nos forçar a gostar do lixo musical atual porque você está achando que vamos nos divertir mais com isso. Nós não vamos.

Tentar definir um conceito universal para diversão é tão danoso que costuma deixar as pessoas irritadas. A situação piora com o ar de superioridade que elas assumem quando tentam te convencer que a noção de diversão delas é a melhor e que você devia seguir.

Eu explico. No meio de minha tranquilidade vespertina, eis que sou subitamente indagado pela C.: "tu só ouve rock?". Ao que eu respondi:

Andre : blues, jazz, heavy metal, um pouco de country e mais um monte de gêneros do tipo "não reclamo se tiver tocando, mas não é o que eu escolho também"
C. : coisas da mesma vertente..
C. : tu é que nem a H., ela só ouve as musicas dela o recreio todo
C. : e nas festas fica sentada
C. : não se diverte...


Problema identificado. A tentativa de unificação de um conceito altamente relativo, como eu disse acima. E, como eu disse acima, muitas vezes estamos em festas não pelas festas em si, mas pelas pessoas que estão nela. O reveillon passado teria sido uma porcaria se eu não tivesse encontrado alguns fellas por lá. Continuando a conversa:

Andre : diversão é um conceito relativo
C. : eu gosto de rock, mas aprendi a gostar de outras musicas tbm e desde então sou muito mais aberta pra vida
C. : ainda sou tímida e fico no meu canto na maioria das vezes, mas me divirto muito mais
Andre : então tá


Tudo bem, se diverte, longe de mim duvidar. Mas por que essa obsessão em querer que nós façamos o mesmo quando sabem que não é o que nos agrada? Não, nós não vamos dançar rebolation porque você acha que isso é ser mente aberta, muito menos ir até o chão, a menos que estejamos muito bêbados.

Porque pra maioria dos rockeiros, é extremamente mais interessante ver uma banda tocando do que um DJ apertando botão play. E ainda bem que nem todo mundo sabe disso, pois assim constrói-se uma ideia de cooperação entre nós que raramente se vê entre "ravers", "micareteiros" ou "funkeiros". A vida de alguns é tocada de modo tão forte pela música que é quase uma religião. É impossível nos dissociar dela. A maioria das pessoas não vai entender isso nunca. E a conversa se finalizou com uma das frases mais típicas possíveis nesse tipo de debate:

Andre : só não tentem impor isso pra gente como se todo mundo devesse gostar desse lixo musical que é o Brasil pra se divertir adequadamente
C. : só te acho muito cabeça fechada.. daqui um tempo tu vai me entender

Ok, as pessoas formam um conceito padrão para diversão e o cabeça-fechada sou eu?



E de volta ao assunto-chave do post. Diversão. 2 horas num show de uma banda que você passa a vida toda ouvindo e desejando ver ao vivo, ao lado de pessoas que estão lá pelo mesmo motivo, vale por um ano de festas random ouvindo DJs apertando botão play. Para mim. Ouviram bem? Isso não é uma discussão. É um conceito. Eu não ligo pro que você acha melhor, não é o meu melhor. Então eu fecho esse post com um apelo:

NÃO tentem dizer que vocês se divertem mais. Nunca. Cada um faz o que acha melhor e isso não é problema de mais ninguém. Parem de tentar unificar um conceito relativo. Diversity makes life!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Post atrasado de Dia das Mães.

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Primeiramente, parabéns para a senhora sua mãe. E parabéns também para a senhorita que um dia pode virar mamãe, acidentalmente ou não. É o dia de homenagear nossas queridas genitoras que nos acordavam para a escolinha de esporte, mandavam-nos para o dentista louco arrancar nossos dentes, preparavam-nos a merendeira e, mais recentemente, esperam-nos com fogo nos olhos quando chegamos über bêbados mas mesmo assim não conseguem deixar de cuidar de nós durante a ressaca. Obrigado, mãe :D



Mas nenhum post estaria completo se eu não falasse da MINHA mãe. Dona Ana Lúcia. Um tremendo osso duro de roer para os vizinhos e um eterno guia leigo de sabedoria popular. No entanto, isso vêm com um preço.

A fama de auditora guerreira que não deixa irregularidades passarem veio com uma enorme displicência elétrica no pacote. Talvez seja por isso que meu pai tenha feito Eng. Elétrica, mas enfim, eu explico.

Máquina de lavar nova. A solução para a nossa antiga, que era uma mistura de turbina de avião com pato, e ainda espalhava água pela cozinha toda. Até aí tudo ótimo. Porém, quando botei o pé em casa e vi aquele monstro branco envolto em plástico e isopor, eu sabia que seria um dos meus dias de orelha-seca.

Um tanto quanto contrariado, fui ajudar o meu pai a instalar aquele singelo eletrodoméstico em nossa cozinha. Carrega peso pra lá, puxa peso pra cá, raspa a mão no batente da porta e encaixa tubos aqui e ali. No final, tudo conectado e pronto pro teste.

(Vai, pode abrir o registro!)

Registro aberto e, em alguns segundos, o vazamento na torneira de encaixe começou. Porém, nada que um pouco de veda-junta e pressão não resolvesse. Novamente ligado e não vazou. Sucesso! Agora só falta um teste pra ver se a água tá escoando legal e pronto.

Dona Ana Lúcia disse: "Deixa comigo.", afinal ela é a mãe na casa, deve saber o que fazer, então eu e meu pai fomos tratar de realocar a máquina antiga, quando, de repente, uma expressão de descontentamento e minha mãe levantando a tampa da máquina e puxando uma massa de papéis molhados. Ela tinha esquecido os manuais dentro!

E quem disse que ela ficou satisfeita com isso? Como se não fosse o bastante, ela pegou aquela massa de papéis molhados e colocou em cima do microondas. Isso mesmo. Aquele aparelho altamente sensível e possivelmente cancerígeno, cheio de folhas molhadas em cima.

Correndo e com uma cara semelhante ao cidadão à direita, fui em busca dos papéis e, com os conhecimentos de Urgência e Emergência que eu tenho, salvar o microondas de uma morte lenta e dolorosa. Com sucesso. Saldo final: máquina trocada e um post pro blog. Até que não foi tão ruim, afinal!

Fica aqui a minha homenagem a todas as mães desse mundo, porque sem elas, nada seria possível!

domingo, 2 de maio de 2010

Technologically Impaired Ducks: They're everywhere!

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Antes de mais nada, venho aqui justificar a minha longa e prolongada ausência. Algumas pessoas chegaram a achar que eu morri devido ao sumiço causado na última semana. Mas, para a felicidade (ou não) de todos, não foi o que aconteceu. Como todos sabem (ou deveriam saber, já que eu mencionei no meu primeiro post), atualmente estou cursando Engenharia de Computação na UFES e essa semana eu tive uma singela combinação de duas provas (Termodinâmica e Circuitos Elétricos II) e mais um trabalho de Estruturas de Dados I, sendo que a prova de Circuitos foi responsável por eu bater dois recordes: número de horas ininterruptas acordado (36) e dormindo (15). Então, é, foi uma semana e tanto.

Mas de volta ao assunto do post. Provavelmente você não entendeu nada. Technologically Impaired Duck é um meme do 4chan que retrata pessoas com absolutamente nenhum senso sobre como a internerd funciona. Vamos a alguns exemplos:

Hoje, enquanto eu fazia o trabalho de Estruturas de Dados supracitado, eis que me surpreendo com minha prima, referida aqui apenas como B., no msn tendo uma dúvida atroz sobre seu novo brinquedo tecnológico. Abaixo, o log da conversa:


B. diz: ei
B. diz: uahuaha
Andre diz: B. \o
B. diz: deixa eu te falar
B. diz: eu comprei um macbook
B. diz: mas serio
B. diz: nao to me dando mt bem com el
B. diz: ele*
Andre diz: haha
B. diz: ai eu queria ver
B. diz: se tem como colocar windows aqui
B. diz: se vc acha que seria um boa idéia
B. diz: ou nao


Ok, primeira pausa na conversa. Windows nunca, e eu realmente destaco, NUNCA vai ser algo que eu vou recomendar como uma boa ideia. Windows é um sistema REPLETO de falhas de segurança (tanto que você vive cheio de antivírus), além de ser limitado quanto ao que você pode fazer com ele. Sem falar no desempenho sofrível. Então como assim, você quer limitar o desempenho do seu Mac, é isso? Continuando a conversa...


 
Andre diz:
não é uma boa idéia
Andre diz:
a maioria dos programas tem um equivalente pra mac
B. diz:
arg
B. diz:
entao vou comprar outro notebook



Wait, wat

Eu digo que o mac tem equivalentes e isso vira motivo para comprar outro notebook? Como assim? Chegamos aqui a mais um grande problema causado pelo Windows: a mentalidade dos seus usuários.

Usuários Windows são exatamente o que eles próprios acusam os usuários Linux: xiitas. Eles não conseguem se adaptar, a menos que realmente queiram e, com isso, mudem a mentalidade, que antes estava acostumada a um ambiente windows para outro. Usuários que tentam migrar do Windows para outro sistema operacional costumam esperar uma exata cópia do Windows, porém livre (no caso do Linux) ou com desempenho absurdamente melhor (no caso do MAC).


Agora me respondam, como poderia uma cópia ser melhor do que o original? Como bem explica esse texto, uma cópia pode ser exatamente igual, mas nunca melhor, e é citado o exemplo do Firefox, que ganhou do Internet Explorer ao incorporar recursos que o último não tinha.


E essa minha conversa com a B. só me mostra o mal que o Windows causou entre os usuários finais, que aparentemente preferem abrir mão de um sistema que tem o desempenho infinitamente superior porque não conseguem se adaptar a um novo paradigma de usabilidade. É, o mal que a Microsoft causou foi muito maior do que simplesmente um sistema operacional péssimo.

Pra fechar, uma tirinha do Nerdson, blog do qual virei um fã instantâneo ao lê-lo no trabalho, e que retrata, através do Bozo, esse tipo de usuário:
(Clique para ampliar)

Talvez o fato de essa minha prima ser muito mais próxima da minha irmã do que de mim diga bastante coisa. Arrivederci.