segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Postagem #69 - Miscelânea

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"69 nunca será apenas um número" - @PeterGriffinn

Pensaram que eu tinha morrido, né? Pois então, felizmente (ou não) ainda estou aqui, mesmo depois de tanto tempo sem postar. Exatamente um mês para falar a verdade. Mas depois de ter o blog citado na "Ateísmo Brasil", acho que vou tentar reanimar isso aqui.

Pois bem, nesse mês que se passou, meu período começou a apertar. Neste período, não tenho nenhuma matéria mamata: Eletromagnetismo I, Cálculo III, Estruturas de Dados II, Linguagens de Programação e Sinais e Sistemas. Se você está reclamando do seu 3º ano, pare agora. Não quero nem ver nos próximos períodos, que fica pior ainda com os professores loucos dos Departamentos de Elétrica e Computação.

Coordenador do curso de EngComp da UFES.
Outra coisa interessante que pode ser relatada aqui foi a viagem para uma cidade encravada no meio do deserto, juntando coisas de diversos lugares, ao melhor estilo Frankenstein, feita exclusivamente para apostadores do país inteiro gastarem torrões e depois se divertirem com as senhoritas que dançam em cima das mesas. Sim, meus amigos, estou falando de Las Vegas.

Las Vegas Strip (ui)
E entre muitas coisas que me impressionaram, como panfletagem de putas na rua em plena luz do dia, stormtroopers no meio da rua, pirâmides, Torre Eiffel e Coliseu, Las Vegas foi sinônimo de shows incríveis, até porque eu não tenho 21 anos e, consequentemente, não poderia nem jogar nem beber. Fato que o "Love" do Cirque du Soleil me impressionou muito e eu devo ter irritado o cara do meu lado porque eu cantava todas as músicas, mas definitivamente o show mais impressionante foi o do Blue Man Group.



Um show indescritível. Um dos críticos que deixou sua opinião resumiu, em poucas palavras, o sentimento de qualquer um que estava presente num dos shows deles: "uma experiência absolutamente extasiante!". Um outro foi mais longe: "se uma imagem vale por 1,000 palavras, então todos os idiomas do mundo não somam palavras para descrever o que é o show do Blue Man Group."

Tudo que eu posso fazer é endorsar a opinião dos dois. Através de tinta, luzes e artifícios para enganar nosso cérebro, além de uma interação ímpar com a platéia, os Blue Man mantém o público hipnotizado durante todo o espetáculo. Verdadeiros mestres em percursão e seções rítmicas, eles fazem de canos instrumentos musicais e extraem melodias impressionantes. Usam estátuas e luz estroboscópica para simular animação e, principalmente, fazem do show um espetáculo inesquecível. Se você algum dia estiver na mesma cidade que eles, é um show que você simplesmente não pode perder.


Foi quando, de volta ao Brasil, fiquei sabendo da candidatura de Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca. Seriously, SP! Eu, na minha inocência, achei que ele seria um candidato que não ia feder nem cheirar na eleição, mas não...

Tiririca, zombando do nosso sistema político ao declarar que não sabe o que faz um deputado federal e dizer que "concreto pra mim é cimento" quando perguntado se tinha alguma proposta concreta, foi o deputado mais votado do país, com impressionantes 1,300,000 votos (mais do que todos os presidenciáveis que ficaram abaixo da Marina juntos).



A fórmula é antiquíssima: Fazer um candidato ser eleito com muitos votos, subir o coeficiente do partido e, com isso, eleger um monte de safados junto. E advinha só! Deu certo de novo! É como dizem por aí: crente vota em crente, ateu vota em ateu, ladrão vota em ladrão e palhaço vota em palhaço! O problema é que quem ri por último, nesse caso, não somos nós!

Ainda em clima de eleição, ontem tivemos o debate da Band. Ou deveria eu dizer o papo de lavadeira da Band? Porque é isso que define bem o debate, um falando mal da mãe do outro, no maior clima de baixaria e propostas que é bom, nada. Só "tacação de pedra". É nessas horas que eu perco a esperança nesse país.

Mas de volta às coisas boas, minha banda finalmente ensaiou! E dessa vez com um baterista visível! Sem a aventura que foi o último ensaio, relatado aqui no blog décadas atrás, mas contando incrivelmente com Zubat cantando. Ainda bem que o mundo nunca vai ouvir os registros dessa coisa horrível. Querem ficar ainda mais surpresos? Cantei Offspring e Ramones.

Parem de tentar me imaginar gritando, obrigado.

Update: A banda não tem nome, sugestões serão bem-vindas nos comentários.

Enfim, é isso aí. Vou tentar voltar a postar aqui com mais frequencia. Só peço uma coisa de você, querido leitor: comente. Comentários são o combustível de qualquer blog. Só por meio deles eu vou saber que não estou escrevendo para fantasmas :D.

Bonus Round: Blue Man Group tocando Baba o'Riley, do The Who:


Confesso que me apaixonei pela moça que tá cantando. Violino, The Who, cabelo preto e olhos verdes? Como eu poderia resistir?