quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Balanço de fim de ano 2

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Ah, parece que foi ontem que escrevia retrospectiva do ano passado. Ficou bem divertida até, então vou tentar fazer de novo.

2010 começou bem legal.Repeti a dose do cruzeiro open bar, dessa vez indo rumo à Argentina e com 18 anos. Apesar de tudo, nem foi tão divertido quanto poderia ser e eu quase caí no mar de tão bêbado que fiquei em um dos dias. Quase se livraram de mim, mas eu sou terrível. Dessa vez também as pessoas que conheci ficaram no mar mesmo.

Aí voltei pra UFES. Terceiro período, já veterano. Arrumei um emprego mais ou menos que me deu um dinheirinho que eu bem curti. Descobri, nesse emprego, que a gente eventualmente vai trabalhar para idiotas. E com idiotas também. Suei e demorei para tirar minha carteira de motorista, mas agora consegui e já posso dirigir o Zubatmóvel ouvindo umas músicas bem boas.

O blog da Vamos foi deletado. Foi uma tristeza para nós que dedicamos tanto tempo a ele. Foi lá que conheci uma pá de bandas (e mostrei algumas outras pros outros também). Ainda falando de blogs, esse ficou meio encostado em 2010 porque, afinal, a UFES também começou a ficar ciumenta.

De volta à UFES, cheguei ao cúmulo de passar um final de semana inteiro por lá. Ainda bem que deu certo no final. No clima de Platoon, esse ano foi academicamente tenso, mas felizmente não reprovei em nada e continuo firme e forte.

Troquei de emprego. Meu antigo chefe ficou puto, mas eu agora tenho salário, condições e tarefas mais agradáveis. Apesar de ter que sair na chuva para resolver problemas em estações pluviométricas e ter trabalho período integral nas férias, eu estou muito feliz por aqui. Meu chefe agora ouve rock e de vez em quando a gente bota uns discos pra tocar aqui quando o Chefão não está.

Roubaram o som do Zubatmóvel e fiquei uns 3 meses dirigindo no silêncio. Sad but true. Virei ateu de vez e li Sagan, Russell, Gleiser e Dawkins. O próximo da fila é o Sam Harris. Nasceu o Ravi, filho da Rafa e está muito bem :D

A banda perdeu o baterista. Acabamos encontrando outro e felizmente conseguimos manter um ritmo de ensaios legal (que foi interrompido em novembro e dezembro por causa da UFES, aquela ciumenta). Depois perdemos o baixista, mas felizmente logo encontramos outro. Procurando vocalista, conheci a Dani e o resto é história (:

Fiquei mais ativo no twitter (ui!), o que também é um dos motivos de eu ter largado um pouco o blog (@andresiviero, by the way, e eu só falo bobagem). O blog da Vamos foi recriado (hoje coloco o link aqui), mas ainda estamos um pouco aos tropeços. Comprei um som novo com entrada USB e fiz minha fezinha na mega-sena da virada.

É, 2010 também foi um ano muito bom. 2011 que me aguarde agora!

domingo, 19 de dezembro de 2010

È finito!

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Finalmente! Depois de uma longa luta (já parcialmente relatada no último post), chegamos ao final de mais um período de muita luta na UFES. E saboreando essa delícia de cerveja irlandesa chamada Guinness, eu escrevo mais um post de final de período, relatando toda a angústia e apreensão de um jovem estudante de engenharia que, todo mês de dezembro, encontra-se na encruzilhada da sua vida: fazer o certo e morrer de estudar e overdose de cafeína ou chutar tudo pro alto.

A merecida recompensa!

E eu, de faca nos dentes com as 3 matérias que me restavam (como abordado no último post), escolhi a primeira opção. Se a UFES achava mesmo que eu ia abrir mão de passar em tudo, ela estava redondamente enganada.


Eletromagnetismo foi o primeiro desafio. Um 7,5 na primeira prova me garantia relativa tranquilidade, mas nem por isso deixei de perder boas noites de sono estudando. Também desnecessário dizer que os ensaios da banda (Red Button, baseada em um filme soft porn do já extinto cine privê) foram suspensos. A prova de Eletromag foi a primeira das 3, que seriam realizadas em dias seguidos e as previsões se confirmaram: um 8 fez com que passasse direto e com boa média ainda. Faltavam as duas últimas, e também mais perigosas: Sinais e Sistemas e Linguagens de Programação.

Antes de mais nada, um panorama introdutório de como eu estava. A primeira prova de Sinais e Sistemas havia sido um desastre e eu tinha tirado um mísero 0,5 (também por ter privilegiado as outras matérias, mas não me isentando de culpa por esse resultado medíocre) e, em LP, o professor, num gesto de absoluta benevolência com os alunos instituiu o seguinte critério na P1 (objetiva): uma questão errada anula DUAS corretas. O resultado disso foram 37 zeros (o meu incluído).

Quem lembra o nome do filme vai entender
Mas nem tudo estava perdido. O professor de Sinais costumeiramente faz de sua Prova Final uma substitutiva e o de LP faria o mesmo (aparentemente percebendo a cagada que fez). Bastava eu fazer minha parte agora que podia me concentrar exclusivamente nessas duas. E eu já falei que estava de faca nos dentes, né?

Veio a prova de Sinais e saí dela confiante. No entanto, quando saiu o resultado, um desolador 3,5 estava ao lado do meu nome. "Fudeu", foi o que pensei. Eis que fui com o professor ver minha prova e ele viu que eu tinha errado besteira (numa questão que valia 3,5) e me falou "me traz essa questão correta até o fim do dia". SAID AND DONE! No mesmo dia lá estava eu na sala dele com a questão toda certinha e minha nota subiu para um espantoso 7!



No dia seguinte, a prova de LP. Não tão confiante com aquelas traiçoeiras questões objetivas, não consegui nada além de 5. Como esperado, eu ia para as provas finais. Felizmente, consegui diminuir o tanto que precisava. Meanwhile, havia a apresentação do seminário de LP (que poderia diminuir de nota, aumentando o tanto que precisaria na final), com grupos sendo sorteados. A linguagem do meu grupo (que também contava com mais 2) foi adiado até a segunda-feira, dia 12, a última aula antes da PF de LP.

E, dia 12, como soldados marchando rumo ao front, lá estávamos nós disputando a adedonha que definiria quem apresentaria e sofreria a sabatina de Varejão. 14 foi o número e vocês não tem idéia do alívio quando o 13 bateu em mim! Nossa nota não diminuiria e eu precisaria de 4 na final.

Challenge accepted
E chegou o dia 15. Prova final de Sinais e Sistemas. E não estava fácil. Apesar de 2,5 garantidos por uma questão que estava na lista de exercícios e eu já sabia como fazer, o resto foi garimpando pontos. Resolvi outra questão satisfatoriamente, o que me deixava satisfeito, embora não completamente tranquilo. O resultado era esperado para o dia seguinte (da prova de LP). Se seria um motivador ou um abatedor, ainda era um mistério...


Então, no dia da prova de LP, depois de muito estudar, eu fui ver a nota de sinais. E sabem o que me aguardava? UM SONORO 6. FUCK YEA. TINHA PASSADO. Agora restava a última batalha: A Varejada Final!

[Vou colocar uma ibagem aqui futuramente]

Só tenho uma coisa a dizer sobre essa prova: TÁ FACIO PA NINGUEM! O resultado, dizia ele, na sexta ou, "no mais tardar", na segunda. A sexta passou com todos ansiosos. Nada. O sábado não nos deu melhor perspectiva. Eis que veio o domingo...

Cada mensagem na lista de e-mails com assunto "Linguagens de Programação" era um ai jesus. Todos já ansiosos, atualizando com frequencia assombrosa a página do professor (se eles botassem umas propagandas lá iam faturar uma grana no final do período) quando, na noite de domingo, ele resolveu acabar (ou não) com a angústia de todos:

André Luiz 5,0

Como diria Isaac Newton: AÍ SIM HEIN!

Finalmente eu podia beber minha última Guinness (havia comprado 4, deixando a última para comemorar ou chorar essa matéria) tranquilo e sabendo que, mais uma vez, venci a batalha contra a UFES. Mas a guerra continua e, novamente, meu período pode ser resumido na seguinte imagem:


Acabou, c'ést fini, è finito! Menos um na luta por um diploma com selo do CREA. E agora com tempo pra botar as leituras em dia. De Gleiser a von Mises passando por Sam Harris, nessas férias vou tratar de ler todo mundo de novo, e o site da Amazon já me ajudou na lista:


Devem chegar no final de janeiro essas lindezas, e aí Zubat terá longas noites :D. E obrigado à linda da Dani por ter me dado o livro do Gleiser. SUA LINDA.

É, acho que chega, tá longo demais já. Férias, suas lindas, vocês vêm sempre aqui?

sábado, 4 de dezembro de 2010

Sai de baixo!

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É, amigos, a vida não tá fácil pra ninguém. Essa semana tenho dormido 3 ou 4 horas por dia apenas e num nível de stress que beira o alarmante. Dei jeito nas costas (velho) e, pra melhorar, os ônibus entraram em grave, o que bagunçou o trânsito e o calendário. No pior momento possível, o final do período!

A propósito, vamos ao panorama geral. Na semana do dia em que estou escrevendo, esse post, eu teria 4 provas em 4 dias mais um trabalho pra entregar (hoje). Como dito ali em cima, foi deflagrada uma greve de motoristas de ônibus responsável por aulas canceladas e as provas que seriam ontem e hoje também sendo adiadas para a semana que vem. No entanto, uma coisa era independente dos ônibus: o trabalho de Estruturas de Dados II.

Pense nos processos como navios que você entende mais fácil
 Basicamente, o desafio é o seguinte: Você tem n processos, cada um com tempo de execução, tempo limite pra ser executado e uma multa caso o tempo limite não seja respeitado. Qual a melhor sequência para cumprí-los? Esse problema é o chamado Escalonador de Processos, um dos grandes problemas combinatórios da computaria.

E, como se não bastasse ser difícil, precisaríamos de duas soluções diferentes. Pulando todo o lenga-lenga, eu terminei a minha parte no dia 26 e entreguei pra minha dupla terminar, na ingênua esperança de que eu tinha me livrado de uma matéria e poderia me concentrar "só" nas 4 provas.

Eis que no dia 30, véspera da data de entrega, às 22:30, minha dupla me avisa: "Não vai dar tempo de fazer minha parte."


É, amigos, como diria o Jesus Manero: "tá facio pa ninguem!". E seguindo o conselho da imagem, eu corri. Abri na mesma hora os códigos pra tentar completar o trabalho, né? Com 0 que não dá pra ficar.

Então, como deus é um cara muito sarcástico, ele fez um favor pra mim: Explodiu o transformador do poste que fornece energia pro meu prédio! :D


Daí a energia começou a oscilar aqui em casa, o que era justamente o que eu precisava, né. Não contente, ele ainda resolveu melhorar. A luz do quarto ficava indo e voltando (e, com isso, a internet). Aí reduzia, aumentava, caía de vez, voltava...

Apenas um lugar resistia bravamente às oscilações de tensão da rede: a cozinha.

Não é um ótimo lugar pra estudar?
Sem internet, danei a fazer a gigantesca lista de cálculo (fiz a prova hoje, devo ter passado, o que me desvincula do DMAT, amém), na esperança de que minha dupla estivesse fazendo algum progresso. Então, num surto de energia, a internet voltou, só para eu descobrir que ele tinha desistido de fazer essa parte.

Nessa hora, eu já estava me perguntando o que mais poderia dar errado, né...

Então comecei o trabalho em ritmo de festa. Com muitas gambiarras e muito nas coxas, consegui "terminá-lo" e enviar no dia seguinte junto com a documentação. Aparentemente menos uma matéria.

Agora só faltam 3: Linguagens de Programação, Sinais e Sistemas e Eletromagnetismo I. E só posso dizer uma coisa: TÁ FACIO PA NINGUEM!

Esse final de semana estarei na UFES pra estudar pras provas mencionadas. Liguem-me :D

E um agradecimento especial praquela LINDA da Dani que consegue me aturar quase todo dia e ainda atrai olhares curiosos na farmácia :D