sábado, 22 de maio de 2010

Sobre São Paulo, taxistas e ZZ Top.

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Quinta-feira. 20 de maio de 2010. Zubat acorda às 5:30 da manhã na expectativa de uma indigestíssima aula de termodinâmica. Mas whatever, logo mais ele iria rumo a São Paulo, onde encontraria fellas, beberia cerveja e, finalmente, veria o show de uma de suas bandas favoritas: o ZZ Top.


A primeira vez do Zubat na Terra da Garoa, sem pais. Sem ninguém para ser responsável no caso de algo dar errado. Inteiramente sozinho e tendo que se virar. Pois muito bem. Challenge accepted.

12:00. Almoço no RU. Aparentemente tudo ok. Peguei um ônibus megalotado pra sair da UFES até o aeroporto. Mas tudo bem, embarquei e peguei meu livro pra ler. Ulisses, do James Joyce, pra me distrair um pouco de integrais e programação e reforçar o espírito irlandês. Três horas e alguns minutos depois, lá se revelava, na janela do avião, São Paulo.

Cosmopolita. Cinza. Cheia de prédios. Rockeira. Um refúgio. Enorme. Minha "Paradise City", where the grass is grey and the girls are pretty. O lugar onde eu me encontro. Mas dessa vez, eu estava sozinho. E nervoso pra caralho. Ao desembarcar em Congonhas, eu sabia que tinha uma van me esperando pra levar pro hotel, só não sabia qual era essa van. E elas não iam facilitar either. Por mais que dissessem que tinha o símbolo do hotel nelas, eu não conseguia identificar. Acabei pagando um táxi pra me levar até lá, e pagando R$10 para ele simplesmente fazer um retorno. Ou seja, era só ter atravessado a rua. Facepalm pra mim mesmo.

15:30. Uma vez no hotel e com check-in feito, fui tomar meu banho, afinal tinha marcado com os fellas na Consolação para fazermos algo de interessante em algum dos estabelecimentos por lá. Como eu estava tomando remédios para curar essa garganta, minha cota de álcool ficou absolutamente reduzida, mas eu fui.

16:00. Como não tinha metrô perto do hotel (o que é estranho, já que fica perto do aeroporto e tal), descobri com os atendentes do hotel que precisaria pegar o "Jabaquara". Fui para o ponto e vi vários ônibus com o símbolo do metrô. Mas o Jabaquara que é bom, niente. Resolvi pegar algum outro random. Daí experimentei o delicioso trânsito de São Paulo. Demorei mais tempo dentro desse ônibus do que no metrô, e olha que a distância que o metrô percorre é bem maior.

17:00. Chegando à Consolação, recebi um sms da R., que em breve dará à luz o primeiro afilhado da Men's Talk, dizendo que não poderia ir, porque pensou que iria estar no lugar do show às 8, quando na verdade eu ia sair da Consolação nesse horário. Uma falha de comunicação intensa e nada de ver R. barriguda. Anyway, foram 3 horas conversando com o I. sobre ciência, tomando cerveja (pouca, no entanto, devido aos medicamentos supra-citados) e roendo as unhas esperando a hora do show.

20:00. Hora de pegar um táxi e ir pra Funchal. O taxista veio do Piauí e ouvia... blues! Fomos o trajeto todo conversando sobre grandes clássicos e casas de blues paulistanas. Impressionei-me, confesso. Afinal, por aqui os taxistas não são exatamente exemplos de bom-gosto musical (a primeira vez que eu ouvi o Rebolation, por exemplo, foi num táxi) e, de repente, estão ouvindo blues! FUCK YEA. Mais um ponto pra São Paulo. E, ao me deixar na casa de show onde o ZZ Top estaria, um "bem-vindo a São Paulo".

20:30. Retirar o ingresso na bilheteria. Bem-sucedido. Entrar e procurar o lugar o mais perto possível da grade que separa a área VIP da área comum. Lá estava eu. Ansioso. Muito. O Hudson ia abrir o show. Tudo bem, ele fez um cd fodão depois que deixou o sertanejo mas ainda assim eu tava com um pé atrás. Até que ele começou e, PORRA, o cara toca muito. Dedicando o show a Ronnie James Dio, o guitarrista ganhou muitos pontos com todos e, mandando sons de Steve Vai, Deep Purple e Stevie Ray Vaughan, Hudson conseguiu queimar a minha língua exemplarmente e até comentar com um random do meu lado: "e pensar que esse cara tocava sertanejo..."

22:00. O momento que todos aguardávamos. O ZZ Top ameaçava entrar no palco. O som do AC/DC reverberava pela Via Funchal enquanto 6,000 rockeiros se agitavam. Até que eles entraram. Barbas primeiro, obviamente. E já chegaram mandando o som potente e empolgante que é "Got Me Under Pressure". Suficiente pra me fazer gritar até não ter ar mais nos pulmões. E daí até "Tush", que fechou o show, eu não parei. Minha voz? Já era. Mas o show foi um verdadeiro orgasmo. "I knew these guys were good, I just hadn't realized how good". Duas horas de puro blues texano. Até arrisquei alguns passos. As duas melhores horas pelas quais eu passei nesse ano de 2010. O ZZ Top mostrava porque tem a reputação de ser uma das melhores bandas ao vivo da história. E muitas moçoilas, para aqueles que dizem que não existem mulheres rockeiras.


0:10. Fim de show. Sensação de "PORRA, QUE SHOW DO CARALHO". Sensação de ter gastado muito bem o dinheiro percorrendo tooooooodo o caminho desde o ES até São Paulo pra ver uma banda tocar e voltar no outro dia. Algumas pessoas nunca vão entender essa sensação de ver uma banda tocar ao vivo. E é melhor que elas não entendam mesmo. Na saída, fui procurar um souvenir pra comprar. Vi as camisas, mas estavam uma facada absurdamente alta e eles não aceitavam cartão. Resolvi que ia comprar o chaveiro. R$30. Acabei ficando com 40 na carteira. Fui conversar com o taxista e ele disse que era R$50 até meu hotel.

Alguns momentos depois, uma moça random passa e o taxista pergunta se ela vai de táxi. Acabamos descobrindo que meu hotel era caminho pra casa dela, então fechamos um acordo e fomos. No caminho, ele botou o "Born Again" pra tocar, disse que tinha ido ao primeiro Rock in Rio. A moça, Ana (por alguma coincidência levemente estranha, o nome da minha mãe), que acabou me salvando, era analista de sistemas do Santander, 21, ouvia Black Sabbath, ZZ Top e Johnny Winter e usava linux. WTF EU AINDA TO FAZENDO NO ES?

Muito obrigado, São Paulo, por renovar minha fé na humanidade, mostrar que Leather Girls existem (e aos montes) e, principalmente, fazer de mim a pessoa mais feliz do mundo por duas horas. Mal posso esperar pra voltar.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Coisas que a gente ouve quando é monitor de laboratório.

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E ao som absolutamente dorgas do Humble Pie, eu começo mais um post de nerdice eventual. Depois de dois meses trabalhando no Lab para um verdadeiro Tech Impaired Duck, eu achei que ia acabar me acostumando. Mas não é verdade. Mesmo depois de todos os esforços dos desenvolvedores para tornar o Linux mais acessível, mesmo depois de fazer equivalentes para vários programas e mesmo depois de todo o esforço em torno do desenvolvimento cooperativo, eles insistem. A parte engraçada é que eles sempre geram umas boas risadas depois.


Bem, como eu disse anteriormente, desde março venho trabalhando num laboratório da UFES como monitor. O laboratório se chama LabNult, e é relacionado a projetos de mestrado e doutorado na área de transportes. Como era de se esperar, comandado por professores dos Departamentos de Civil e Produção, ambos exímios conhecedores da área de TI. Nada melhor do que um aluno de Eng. de Computação pra supervisionar isso, certo?

Mas relevando a parte técnica (e chata) da coisa, lá estava eu num dia comum de laboratório. Vigia máquinas aqui, passa anti-vírus lá, era só mais um dia regular jogando FreeCell e esperando o tempo passar enquanto ficava à toa no msn. Eis que surgem, eles, os alunos da Produção, com as pérolas do dia.

Até que se eles ficassem no canto deles, eu nem reclamaria. Mas eu juro que eles provocam! Logo os dois se sentaram e começou a discussão OpenOffice x MS Office (já que no lab usamos Open, e as antas fazem o trabalho em MS Office só pra ter o trabalho de ter que formatar tudo de novo depois, por que não usam o TEX?):

- Pra que usar OpenOffice, cara? Faz tudo no Office normal mesmo!
- Mas cara, se aqui só tem OpenOffice, melhor já começar...
- Ih, carai...

Algum tempo depois, ouve-se um outro diálogo (não com os mesmos protagonistas), em que um dos usuários em questão começou a louvar o Windows. Com um tempero adicional: louvou a pirataria e ensinou todos os seus "truques" de malandrão enganador da Microsoft. De onde eu comecei a prestar atenção:

- ... de onde você acha que as pessoas arrumam cds do Windows?
- Hmm, com outras pessoas que tenham.
- É, mas você acha que essas pessoas compram o Windows? Não, elas baixam da internet!
- E ninguém compra um original? E como valida?
- Ah, você só precisa apagar uma chave de registro lá [valeu, hacker]... porque linux ninguém usa, né?

Minha reação ao ouvir tão sábias palavras


A partir daí não aguentei mais, confesso. Tive que ir buscar uma água pra beber, ir no banheiro, qualquer coisa, mas ficar ali, com um exemplo clássico de usuário NOOB? Pra se coroar, ouvimos os comentários sobre o novo sistema do RU (Restaurante Universitário), que agora usa canecas ao invés de copos descartáveis:

- Ah, já estão usando as canecas. Se você quiser, eu te empresto meu caneco pra você ir lá comer.

Para fechar, a verdade absoluta e infalível: Algum dia, você vai trabalhar com (ou para) gente que não tem a menor ideia do que está fazendo. E aí, amigo, a única coisa a se fazer é sentar e dar risada de tudo.

Menção honrosa do post vai para a S., que está batalhando arduamente para usar seu Linux e deixar para trás todas as pessoas que mandaram ela colocar fuckin' ruindows.

domingo, 16 de maio de 2010

Diversão é um conceito relativo.

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Ponto.

Cada um se diverte de um jeito. Tem gente que vai pescar. Outros vão à praia. Alguns praticam esportes, yoga. Tocam instrumentos musicais. Fliperamas, videogames. Coisas não-mencionáveis nesse blog nerd também entram no pacote. Nerds vêem Star Wars ou fazem programas (de computador!). Rockeiros costumam ligar seus fones bem altos ou vão a bares onde bandas pequenas entoam clássicos imortalizados. E, bem, pessoas festeiras vão a festas.

Ok, nós somos minoria. Não obrigamos ninguém a tocar rock em festas. Nós sabemos que é inviável. Mas, na maioria das vezes, estamos lá pela companhia (ou pelo álcool também, mas nem sempre). Então, por favor, não adianta tentar nos forçar a gostar do lixo musical atual porque você está achando que vamos nos divertir mais com isso. Nós não vamos.

Tentar definir um conceito universal para diversão é tão danoso que costuma deixar as pessoas irritadas. A situação piora com o ar de superioridade que elas assumem quando tentam te convencer que a noção de diversão delas é a melhor e que você devia seguir.

Eu explico. No meio de minha tranquilidade vespertina, eis que sou subitamente indagado pela C.: "tu só ouve rock?". Ao que eu respondi:

Andre : blues, jazz, heavy metal, um pouco de country e mais um monte de gêneros do tipo "não reclamo se tiver tocando, mas não é o que eu escolho também"
C. : coisas da mesma vertente..
C. : tu é que nem a H., ela só ouve as musicas dela o recreio todo
C. : e nas festas fica sentada
C. : não se diverte...


Problema identificado. A tentativa de unificação de um conceito altamente relativo, como eu disse acima. E, como eu disse acima, muitas vezes estamos em festas não pelas festas em si, mas pelas pessoas que estão nela. O reveillon passado teria sido uma porcaria se eu não tivesse encontrado alguns fellas por lá. Continuando a conversa:

Andre : diversão é um conceito relativo
C. : eu gosto de rock, mas aprendi a gostar de outras musicas tbm e desde então sou muito mais aberta pra vida
C. : ainda sou tímida e fico no meu canto na maioria das vezes, mas me divirto muito mais
Andre : então tá


Tudo bem, se diverte, longe de mim duvidar. Mas por que essa obsessão em querer que nós façamos o mesmo quando sabem que não é o que nos agrada? Não, nós não vamos dançar rebolation porque você acha que isso é ser mente aberta, muito menos ir até o chão, a menos que estejamos muito bêbados.

Porque pra maioria dos rockeiros, é extremamente mais interessante ver uma banda tocando do que um DJ apertando botão play. E ainda bem que nem todo mundo sabe disso, pois assim constrói-se uma ideia de cooperação entre nós que raramente se vê entre "ravers", "micareteiros" ou "funkeiros". A vida de alguns é tocada de modo tão forte pela música que é quase uma religião. É impossível nos dissociar dela. A maioria das pessoas não vai entender isso nunca. E a conversa se finalizou com uma das frases mais típicas possíveis nesse tipo de debate:

Andre : só não tentem impor isso pra gente como se todo mundo devesse gostar desse lixo musical que é o Brasil pra se divertir adequadamente
C. : só te acho muito cabeça fechada.. daqui um tempo tu vai me entender

Ok, as pessoas formam um conceito padrão para diversão e o cabeça-fechada sou eu?



E de volta ao assunto-chave do post. Diversão. 2 horas num show de uma banda que você passa a vida toda ouvindo e desejando ver ao vivo, ao lado de pessoas que estão lá pelo mesmo motivo, vale por um ano de festas random ouvindo DJs apertando botão play. Para mim. Ouviram bem? Isso não é uma discussão. É um conceito. Eu não ligo pro que você acha melhor, não é o meu melhor. Então eu fecho esse post com um apelo:

NÃO tentem dizer que vocês se divertem mais. Nunca. Cada um faz o que acha melhor e isso não é problema de mais ninguém. Parem de tentar unificar um conceito relativo. Diversity makes life!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Post atrasado de Dia das Mães.

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Primeiramente, parabéns para a senhora sua mãe. E parabéns também para a senhorita que um dia pode virar mamãe, acidentalmente ou não. É o dia de homenagear nossas queridas genitoras que nos acordavam para a escolinha de esporte, mandavam-nos para o dentista louco arrancar nossos dentes, preparavam-nos a merendeira e, mais recentemente, esperam-nos com fogo nos olhos quando chegamos über bêbados mas mesmo assim não conseguem deixar de cuidar de nós durante a ressaca. Obrigado, mãe :D



Mas nenhum post estaria completo se eu não falasse da MINHA mãe. Dona Ana Lúcia. Um tremendo osso duro de roer para os vizinhos e um eterno guia leigo de sabedoria popular. No entanto, isso vêm com um preço.

A fama de auditora guerreira que não deixa irregularidades passarem veio com uma enorme displicência elétrica no pacote. Talvez seja por isso que meu pai tenha feito Eng. Elétrica, mas enfim, eu explico.

Máquina de lavar nova. A solução para a nossa antiga, que era uma mistura de turbina de avião com pato, e ainda espalhava água pela cozinha toda. Até aí tudo ótimo. Porém, quando botei o pé em casa e vi aquele monstro branco envolto em plástico e isopor, eu sabia que seria um dos meus dias de orelha-seca.

Um tanto quanto contrariado, fui ajudar o meu pai a instalar aquele singelo eletrodoméstico em nossa cozinha. Carrega peso pra lá, puxa peso pra cá, raspa a mão no batente da porta e encaixa tubos aqui e ali. No final, tudo conectado e pronto pro teste.

(Vai, pode abrir o registro!)

Registro aberto e, em alguns segundos, o vazamento na torneira de encaixe começou. Porém, nada que um pouco de veda-junta e pressão não resolvesse. Novamente ligado e não vazou. Sucesso! Agora só falta um teste pra ver se a água tá escoando legal e pronto.

Dona Ana Lúcia disse: "Deixa comigo.", afinal ela é a mãe na casa, deve saber o que fazer, então eu e meu pai fomos tratar de realocar a máquina antiga, quando, de repente, uma expressão de descontentamento e minha mãe levantando a tampa da máquina e puxando uma massa de papéis molhados. Ela tinha esquecido os manuais dentro!

E quem disse que ela ficou satisfeita com isso? Como se não fosse o bastante, ela pegou aquela massa de papéis molhados e colocou em cima do microondas. Isso mesmo. Aquele aparelho altamente sensível e possivelmente cancerígeno, cheio de folhas molhadas em cima.

Correndo e com uma cara semelhante ao cidadão à direita, fui em busca dos papéis e, com os conhecimentos de Urgência e Emergência que eu tenho, salvar o microondas de uma morte lenta e dolorosa. Com sucesso. Saldo final: máquina trocada e um post pro blog. Até que não foi tão ruim, afinal!

Fica aqui a minha homenagem a todas as mães desse mundo, porque sem elas, nada seria possível!

domingo, 2 de maio de 2010

Technologically Impaired Ducks: They're everywhere!

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Antes de mais nada, venho aqui justificar a minha longa e prolongada ausência. Algumas pessoas chegaram a achar que eu morri devido ao sumiço causado na última semana. Mas, para a felicidade (ou não) de todos, não foi o que aconteceu. Como todos sabem (ou deveriam saber, já que eu mencionei no meu primeiro post), atualmente estou cursando Engenharia de Computação na UFES e essa semana eu tive uma singela combinação de duas provas (Termodinâmica e Circuitos Elétricos II) e mais um trabalho de Estruturas de Dados I, sendo que a prova de Circuitos foi responsável por eu bater dois recordes: número de horas ininterruptas acordado (36) e dormindo (15). Então, é, foi uma semana e tanto.

Mas de volta ao assunto do post. Provavelmente você não entendeu nada. Technologically Impaired Duck é um meme do 4chan que retrata pessoas com absolutamente nenhum senso sobre como a internerd funciona. Vamos a alguns exemplos:

Hoje, enquanto eu fazia o trabalho de Estruturas de Dados supracitado, eis que me surpreendo com minha prima, referida aqui apenas como B., no msn tendo uma dúvida atroz sobre seu novo brinquedo tecnológico. Abaixo, o log da conversa:


B. diz: ei
B. diz: uahuaha
Andre diz: B. \o
B. diz: deixa eu te falar
B. diz: eu comprei um macbook
B. diz: mas serio
B. diz: nao to me dando mt bem com el
B. diz: ele*
Andre diz: haha
B. diz: ai eu queria ver
B. diz: se tem como colocar windows aqui
B. diz: se vc acha que seria um boa idéia
B. diz: ou nao


Ok, primeira pausa na conversa. Windows nunca, e eu realmente destaco, NUNCA vai ser algo que eu vou recomendar como uma boa ideia. Windows é um sistema REPLETO de falhas de segurança (tanto que você vive cheio de antivírus), além de ser limitado quanto ao que você pode fazer com ele. Sem falar no desempenho sofrível. Então como assim, você quer limitar o desempenho do seu Mac, é isso? Continuando a conversa...


 
Andre diz:
não é uma boa idéia
Andre diz:
a maioria dos programas tem um equivalente pra mac
B. diz:
arg
B. diz:
entao vou comprar outro notebook



Wait, wat

Eu digo que o mac tem equivalentes e isso vira motivo para comprar outro notebook? Como assim? Chegamos aqui a mais um grande problema causado pelo Windows: a mentalidade dos seus usuários.

Usuários Windows são exatamente o que eles próprios acusam os usuários Linux: xiitas. Eles não conseguem se adaptar, a menos que realmente queiram e, com isso, mudem a mentalidade, que antes estava acostumada a um ambiente windows para outro. Usuários que tentam migrar do Windows para outro sistema operacional costumam esperar uma exata cópia do Windows, porém livre (no caso do Linux) ou com desempenho absurdamente melhor (no caso do MAC).


Agora me respondam, como poderia uma cópia ser melhor do que o original? Como bem explica esse texto, uma cópia pode ser exatamente igual, mas nunca melhor, e é citado o exemplo do Firefox, que ganhou do Internet Explorer ao incorporar recursos que o último não tinha.


E essa minha conversa com a B. só me mostra o mal que o Windows causou entre os usuários finais, que aparentemente preferem abrir mão de um sistema que tem o desempenho infinitamente superior porque não conseguem se adaptar a um novo paradigma de usabilidade. É, o mal que a Microsoft causou foi muito maior do que simplesmente um sistema operacional péssimo.

Pra fechar, uma tirinha do Nerdson, blog do qual virei um fã instantâneo ao lê-lo no trabalho, e que retrata, através do Bozo, esse tipo de usuário:
(Clique para ampliar)

Talvez o fato de essa minha prima ser muito mais próxima da minha irmã do que de mim diga bastante coisa. Arrivederci.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Conjectura de Poincaré é resolvida após 100 anos.

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É com notável atraso que eu coloco uma notícia assim no blog, mas é o tipo de notícia que não pode passar despercebida num blog que se auto-intitula nerd. Grigori Perelman, matemático russo de São Petersburgo, anunciou uma solução para um dos 7 "Problemas do Milênio" propostos pelo Clay Institute em 2000, em 2003, e estava em fase de análise desde então. Dia 18/03/2010, o problema foi oficialmente declarado como "resolvido".

Hã?

No ano de 2000, "para celebrar a matemática no novo milênio,o Instituto Clay de Matemática de Cambridge, Massachussetts, estabeleceu 7 "Problemas Prêmio". Os prêmios foram feitos para registrar alguns dos mais difíceis probblemas com os quais os matemáticos 'brigavam' na virada do milênio; para elevar a consciência do público de que a matemática ainda tem fronteiras inexploradas e muitos problemas não-resolvidos; para enfatizar a importância de trabalhar por uma solução dos mais difíceis e profundos problemas; e para reconhecer feitos de magnitude histórica na matemática".

São eles: Conjectura de Birch e Swinnerton-Dyer, Hipótese de Riemman, Conjectura de Hodge, Equações de Navier-Stokes, P vs NP, Teoria de Yang-Mills e a recém-resolvida Conjectura de Poincaré.

Hã, e o que essa conjectura dizia?

Você provavelmente não vai entender. Eu mesmo não entendi direito. É algo que envolve geometria diferencial, topologia e contas absurdamente complicadas. Porém uma das coisas interessantes é que agora podemos especular sobre as formas de virtualmente tudo, até mesmo a forma do cosmos, antes incrompeendida, mas que agora pode receber uma luz.

Tá, e daí?

E daí que o Clay tá pagando 1 milhão de dólares pra quem resolver qualquer um deles.

Sério!?

Aham, e ele recusou.

WAT

Isso aí, não tem a menor intenção de reclamar o prêmio. Assim como recusou a medalha Fields ("o nobel da matemática") em 2006 pelo mesmo motivo.

Ele é doido?

Aparentemente, sim. Olhe pela cara do cidadão na foto. Pra complicar ainda mais, Perelman mora com a mãe e a irmã num apartamento em São Petersburgo (ele teria também um flat, porém raramente usado e infestado de baratas), costuma caminhar olhando fixamente para o chão e mais alguns outros comportamentos excêntricos. Para Perelman, o simples reconhecimento de que sua resolução estava correta já era suficiente!

É, ele é doido...

Sem dúvida ele não é nada normal (é um matemático, afinal), mas vendo contribuições assim, eu confesso que sinto uma pontinha de inveja pelas pessoas que fazem a diferença na ciência e acho que eu bem gostaria de enveredar numa pesquisa maluca dessas para desenvolver algo novo e acabar como professor de universidade com o nome na porta.

Obrigado e parabéns, Perelman!

PS.: Links para quem quiser se aprofundar:
http://www.claymath.org/poincare/ - O anúncio oficial
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=9551&op=all - explicação em termos mais leigos
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,matematico-russo-recusa-premio-de-us-1-milhao,528487,0.htm - mais notícias

E a eterna piada, o link com os outros 6 problemas para quem quiser tentar resolver: http://www.claymath.org/millennium/

quarta-feira, 10 de março de 2010

Celulares Musicais, Episódio III: A vingança dos incomodados.

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Agora que sou um jovem responsável e cheio de atribuições profissionais, devo postar nisso aqui menos frequentemente. Mas o post de hoje tem como destaque cenas que a gente vê quando usa o serviço de transporte coletivo da cidade:
(Linhas de ônibus capixabas em dia de baixo movimento)

E a primeira é uma história bem alegre até. Num dos primeiros dias de pseudoaula da UFES, Zubat volta pra casa 12:30, cozinhando dentro de um ônibus. No terminal, pego o 651, que, nesse horário, é famoso por levar para casa as dignas moçoilas que estudam no pré-vestibular ao lado do terminal. Porém, era horário de pico, com isso, eu fui o último a entrar no ônibus, sendo literalmente espremido contra a porta num calor de 40°C.

Mas, nem tudo é ruim, afinal. Na minha frente, trajando comportadas roupas brancas, uma donzela se equilibrando com seus livros e fichários. Eis que, de repente, numa curva, ela se desequilibra e BOOBS! Tomei uma prensada na porta e, um ponto depois, a moçoila em questão sairia do ônibus rindo. Success?

A outra parte da história se passou hoje ainda, enquanto eu ainda ia pensando no que escrever nesse post. Milagrosamente, um lugar vagou no ônibus bem na minha frente e eu consegui ir sentado. Porém, como nem tudo são flores, obviamente tinha fofocaiada e música bostaneja no fundo do ônibus.

Sério, por que diabos as pessoas não compram um MALDITO FONE DE OUVIDO? Enfim, a parte boa da história vem agora. Tocado pelo espírito de Lemmy, um anônimo random sentado um pouco atrás de mim pediu "carinhosamente" para a senhorita com o celular gritante desligar. Nessa mesma hora, começou a tocar música gospel.

Também foi a vez de subir no ônibus um representante de um centro de rehab religioso, dizendo que "é sempre bom ouvir um louvor" e pedindo pra senhorita religar o bendito aparelho. A seguir, seguiu um diálogo mais ou menos parecido com isso:

- Não é todo mundo que gosta desse tipo de música! Isso incomoda os outros, desliga aí!
Rehab Guy: Ah, bota um funk pra ele então que ele vai curtir [imitando a "melodia"]
- Pior ainda se fosse funk! Música no ônibus incomoda! Estamos aqui um do lado do outro, eu posso te incomodar se quiser ouvir minhas músicas, pra isso que existem fones!

Nessa parte, a conversa parte para outro rumo, aparentemente sem conexão:

Rehab Guy: Isso aí é música que liberta, você devia ouvir mais, tá faltando Jesus na sua vida!
- Não tenho nada contra ser de Jesus! O problema é incomodar os outros!

A partir daí a discussão ficou ininteligível, mas uma coisa é certa, o Anônimo Random tem o Selo:

Crentes podem até ter tentado, mas hoje, sem dúvida, quem levou a melhor foi o Espírito de Lemmy que reside em cada um de nós. Long Live!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Back to UFES.

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É, três meses de férias foram bastante, mas eles acabaram, sadly. Mas, felizmente, para quem é aluno da UFES, há sempre a eterna pregu... benevolência dos professores na primeira semana. E nesse período não poderia deixar de ser diferente. Aliás, o período não podia ter começado de um jeito mais típico: o professor de cálculo mandou o Invisible Teacher no lugar dele, o de Estrutura de Dados resolveu adiar o retorno e o de Circuitos Elétricos deu uma palhinha de como vamos sofrer nas mãos dele. A parte boa é que nesse período não vou precisar comer no querido e saboroso Le Ru.

Mas isso foi só no primeiro dia. Durante a noite, caiu uma chuva torrencial não muito legal e, apesar de ninguém ter visto nada, quando acordamos, Vila Velha estava mais parecido com isso aqui:
 

Resultado: Tive que pegar o transcol submarino pra ir pra minha amada instituição de ensino superior, às 7 da manhã, e chegar lá pra descobrir que o professor de Termodinâmica e Transmissão de Calor adorou a idéia de mandar o Invisible Teacher no lugar dele. E o interessante é que essa seria a única aula do dia. Excelente.

E hoje, no terceiro dia de aula, o professor de Cálculo II deu as caras. A matéria é meio assustadora, mas nem se compara a Álgebra Linear, que eu felizmente já venci. Ainda não tivemos aula de Estrutura de Dados e o laboratório de física, onde teoricamente seriam realizadas as aulas de Física Experimental, está fechado pela semana.

Welcome back, kid!

P.S.: St. Patrick's é dia 17 de março, já comprou seu chapéu de Leprechaun e seu estoque de cerveja Guinness?

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Balanço de fim de ano.

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2009 começou muito bem, eu tinha vaga garantida na UFES e na UFMG, o que significaria que eu ganharia um carro, eu comprei minha primeira garrafa de Jack Daniel's (que ainda não acabou), fiz um cruzeiro, open bar, apesar dos meus 17 anos, e foi ótimo, conheci a D. e a A. (a D. eventualmente me levou até a C. e até a H.)


Aí entrei na ufes.

Na ufes eu vivi ótimos momentos, mas pro meu desgosto tem um pagodeiro na sala. Eu perdi vários shows e meu bar rock favorito passou a aceitar só 18+.
Eu fortaleci uma amizade com 3 caras em particular na internet, e agora somos irmãos, a Men's Talk. Fizemos até um amigo x de natal.

Criei um blog (este), passei a escrever em outro (o da Vamos), voltei a falar com Ela, e por mais que eu tentasse evitar, ela ainda conseguia me machucar quando queria. Montei uma banda que ainda não decolou. Uma abóbora me adicionou no orkut e acabei por descobrir que ela também lia Douglas Adams.

Fui pra Itália. Bebi cerveja Guinness, conheci 2,000 anos de história, estive onde meu coração queria estar. Falei italiano até, me disseram que eu parecia o Kaká. Voltei de lá com muito álcool na bagagem, mal podendo esperar o dia de completar 18 anos.

Voltei naquele mesmo bar rock pra comemorar e no final eu subi no palco e fiz backing vocal. Deixei meu sangue no final de ano na ufes e passei em tudo enquanto um monte de gente à minha volta só sabia falar de vestibular. Ela me acusou de ter voltado a falar com ela só pra ficar esperando ela se decepcionar com o paulista por quem ela me trocou e voltar correndo pra mim.

Minha relação com minha irmã não mudou. Descobri MUITAS bandas lado-b. Conheci pessoas ótimas, melhorei o relacionamento com as boas, perdi contato com as ruins. Uma das que conheci quase me fez acreditar que eu tinha achado a Leather Girl. Uma garota aceitou sair comigo, coisa que eu nem lembrava o que era mais, apesar de tudo não deu em nada. Apadrinhei um relacionamento à distância e o casal está junto na casa dele hoje. Ele é da Men's Talk, cheers.

Aprendi a jogar sinuca, fui pra Argentina (antes de ir pra Itália, a primeira vez fora do país), Buenos Aires é linda. Vi um show de tango. Comi das carnes argentinas (ui).

Acho que, no fim das contas, foi um ano legal. Seja muito bem-vindo, 2010. (b)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

I'm back, bitches

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É, pensaram que eu tinha enterrado isso aqui, né? De fato eu cheguei bem perto, afinal o último posto foi logo antes da semana que antecedia a lua-de-mel com a UFES (uma foda atrás da outra). 5 provas em 5 dias, e depois as finais. Mas tem a parte boa:







É! Aprovado em tudo! Sou foda ou não sou? [/falta de humildade]

Mas enfim. O motivo do post não é esse. Isso foi só pra dar o quê de nerd. O motivo principal é homenagear dona Ana Lúcia, mãe querida desse que vos fala. Porque quando os vizinhos resolvem comprar briga, não sabem com quem estão se metendo. Calma, eu explico.

Tudo começou com um dos maiores problemas que condomínios contemporâneos enfrentam: carros cada vez maiores em garagens cada vez menores. Primeiro vamos ao esquema (muito bem-feito, por sinal) da minha garagem:

As nossas vagas são as duas ali debaixo. A madame da vaga vermelha tem um C4 Pallas, e ali mal cabe um fusca. Pra melhorar a situação, nós temos um reboque. Enfim, quando tínhamos só o Golzinho (que agora é meu), não era um problema a gente chegar o carro mais pra frente pra madame poder manobrar. Mas então o Zubat aqui passou no vestibular e, como prometido, o carro passaria pra ele, então meu pai decidiu comprar outro. Foi aí que vimos que nossa vaga tinha sido remarcada e que tínhamos perdido meio metro, ou mais que isso. E ninguém tinha avisado nada.


Pois bem. Ninguém aqui em casa faz o tipo barraqueiro, então resolvemos nos adaptar. Os carros ficavam absurdamente apertados ali, mas como eu não usava o meu, não era um problema. Porém, com o Natal se aproximando, tivemos primos por aqui, alguns deles com carteira, então, precisamos tirar o carro de lá eventualmente. Isso também não era um problema. Até ontem.

Chegando de carro à noite, eu e minha prima, ela ao volante já que eu não posso, vimos o carro do meu pai ali, então, para não deixar na rua, colocamos atrás dele. Até aí nenhum problema.

Foi quando, na minha tranquilidade matinal assistindo a Dragon Ball, toca o interfone, com a madame espumando de raiva e mandando tirar o carro. Eu, com um puta medo de arranhar, pedi pra esperarem minha prima, porque ela estava no banho e já ia sair. Tocou de novo. E de novo! Dessa última, com ameaça de chamarem a polícia. Anyway, fomos lá, vimos a madame de short dizendo que tinha uma reunião, tiramos o carro e deixamos ele estacionado na rua.

Então, meus pais chegaram em casa e ficaram sabendo da reunião que aconteceria no mesmo dia. A sub-síndica, presente no evento acima, avisou que colocaria isso em pauta.


(Meu pai ao saber do ocorrido)

Enfim, eu saí e, quando voltei, fui procurar saber do resultado da reunião. E devo dizer, minha mãe ownou lindamente a vizinha! Falou pra ela que não tinha a menor culpa dela ter carro grande, pra ela pensar melhor quando comprar o próximo carro e que não tinha que ter remarcado merda nenhuma da vaga, que ela para ela parar de ficar interfonando ameaçando chamar a polícia (nesse ponto ela botou o dedo na cara da madame) e falou que processava da próxima. O saldo final? Nossa vaga vai voltar ao tamanho original e ela que se foda pra conseguir meter o carro ali dentro.

Chupa, vizinha! Vê se aprende com quem você está lidando, porra! E é por isso que dona Ana Lúcia recebe, hoje, o:

 E pra quem não gostou da história, fica a foto da Christina "boobs" Hendricks para alegrar o seu dia.


Real beauty is an irish girl with natural breasts.