domingo, 16 de maio de 2010

Diversão é um conceito relativo.

Ponto.

Cada um se diverte de um jeito. Tem gente que vai pescar. Outros vão à praia. Alguns praticam esportes, yoga. Tocam instrumentos musicais. Fliperamas, videogames. Coisas não-mencionáveis nesse blog nerd também entram no pacote. Nerds vêem Star Wars ou fazem programas (de computador!). Rockeiros costumam ligar seus fones bem altos ou vão a bares onde bandas pequenas entoam clássicos imortalizados. E, bem, pessoas festeiras vão a festas.

Ok, nós somos minoria. Não obrigamos ninguém a tocar rock em festas. Nós sabemos que é inviável. Mas, na maioria das vezes, estamos lá pela companhia (ou pelo álcool também, mas nem sempre). Então, por favor, não adianta tentar nos forçar a gostar do lixo musical atual porque você está achando que vamos nos divertir mais com isso. Nós não vamos.

Tentar definir um conceito universal para diversão é tão danoso que costuma deixar as pessoas irritadas. A situação piora com o ar de superioridade que elas assumem quando tentam te convencer que a noção de diversão delas é a melhor e que você devia seguir.

Eu explico. No meio de minha tranquilidade vespertina, eis que sou subitamente indagado pela C.: "tu só ouve rock?". Ao que eu respondi:

Andre : blues, jazz, heavy metal, um pouco de country e mais um monte de gêneros do tipo "não reclamo se tiver tocando, mas não é o que eu escolho também"
C. : coisas da mesma vertente..
C. : tu é que nem a H., ela só ouve as musicas dela o recreio todo
C. : e nas festas fica sentada
C. : não se diverte...


Problema identificado. A tentativa de unificação de um conceito altamente relativo, como eu disse acima. E, como eu disse acima, muitas vezes estamos em festas não pelas festas em si, mas pelas pessoas que estão nela. O reveillon passado teria sido uma porcaria se eu não tivesse encontrado alguns fellas por lá. Continuando a conversa:

Andre : diversão é um conceito relativo
C. : eu gosto de rock, mas aprendi a gostar de outras musicas tbm e desde então sou muito mais aberta pra vida
C. : ainda sou tímida e fico no meu canto na maioria das vezes, mas me divirto muito mais
Andre : então tá


Tudo bem, se diverte, longe de mim duvidar. Mas por que essa obsessão em querer que nós façamos o mesmo quando sabem que não é o que nos agrada? Não, nós não vamos dançar rebolation porque você acha que isso é ser mente aberta, muito menos ir até o chão, a menos que estejamos muito bêbados.

Porque pra maioria dos rockeiros, é extremamente mais interessante ver uma banda tocando do que um DJ apertando botão play. E ainda bem que nem todo mundo sabe disso, pois assim constrói-se uma ideia de cooperação entre nós que raramente se vê entre "ravers", "micareteiros" ou "funkeiros". A vida de alguns é tocada de modo tão forte pela música que é quase uma religião. É impossível nos dissociar dela. A maioria das pessoas não vai entender isso nunca. E a conversa se finalizou com uma das frases mais típicas possíveis nesse tipo de debate:

Andre : só não tentem impor isso pra gente como se todo mundo devesse gostar desse lixo musical que é o Brasil pra se divertir adequadamente
C. : só te acho muito cabeça fechada.. daqui um tempo tu vai me entender

Ok, as pessoas formam um conceito padrão para diversão e o cabeça-fechada sou eu?



E de volta ao assunto-chave do post. Diversão. 2 horas num show de uma banda que você passa a vida toda ouvindo e desejando ver ao vivo, ao lado de pessoas que estão lá pelo mesmo motivo, vale por um ano de festas random ouvindo DJs apertando botão play. Para mim. Ouviram bem? Isso não é uma discussão. É um conceito. Eu não ligo pro que você acha melhor, não é o meu melhor. Então eu fecho esse post com um apelo:

NÃO tentem dizer que vocês se divertem mais. Nunca. Cada um faz o que acha melhor e isso não é problema de mais ninguém. Parem de tentar unificar um conceito relativo. Diversity makes life!

21 comentários:

Cissa disse...

Esses nerds são todos uns revoltadinhos... rs rs

"No rebolation-tion, no rebolation..." =P

André Pacheco disse...

Musica é o que faz bem aos ouvidos!
Ou seja:
Funk, axé, emissis

DEUS ME LIVRE

Anônimo disse...

ok, somos pessoas de "mente fechada" só pq não gostamos do que todo mundo gosta?
tenso :x

Anônimo disse...

very nice
assino embaixo, de fato a maioria das pessoas ouve bosta e quer fazer quem não ouve ouvir ._.

Mecca, Fernando F. disse...

Essa coisa de achar que nao está se divertindo por estar sentado tambem é engraçado. independente da musica, não é necessario se mexer pra estar se divertindo.

Anônimo disse...

NXZERO NA VEIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Zubat disse...

puta falta de sacanagem esse comentário aí

Unknown disse...

Gosto musical não se discute, ouvimos o que nos aprecia, não somos obrigados a ouvir o que não gostamos se temos fones de ouvido.
E festas são divertidas sim, mesmo que muitas vezes não estamos dançando, o importante são as companhias :]

Anônimo disse...

Se mexer não é sinônimo de divertimento assim como não somos obrigados a ouvir "músicas" que não queremos.
Ninguém entende o seu senso de divertimento se não for igual a aquele da maioria para eles, se você não desce até o chão ou dança rebolation não esta se divertindo o suficiente...

Zubat disse...

anon delivers

Delirium disse...

É impossível se dissociar, isso mesmo.
Tem gente que gosta muito de usar o cérebro, até mesmo pra se divertir, e tem gente que ouve rebolation "já que tá tocando mesmo".
É a vida.

Camila disse...

Concordo. Até parece que vc não se diverte. As marcas da diversão estão à flor da pele

8D

Diego disse...

Essa coisa de achar que nao está se divertindo por estar sentado tambem é engraçado. independente da musica, não é necessario se mexer pra estar se divertindo.[2]

mente fechada são as pessoas que impoe esse conceito, só se diverte quem dança, quem fica fazendo essas coisas e tal, absolutamente nada contra, vou em baladas quando me chamam e tudo mais, mas NUNCA vou me divertir mais heim uma balada do que num bar por exemplo, com pessoas que eu gosto e que gostam de mim, falando merda e bebendo até o dinheiro acabar...

Zubat disse...

o espírito da Men's Talk foi retratado no comentário acima. Thanks, cagão

larissa disse...

Ah, eu me divirto tanto jogando campo minado! Sou mente fechada também? :D

Unknown disse...

E desde quando não se pode "dançar" ou se divertir com o rock? tanto despirocadamente como com rostinho colado e ainda balançando sua cabeça ou sentado viajando em alguma mesa ou no seu computador, o rock'n'roll pode ser extremamente divertido.

Não to falando que seja educativo ou inspirador pq o foco do topico não é esse. Eu me divirto, e MUITO.

Zubat venha morar em são paulo que vc jamais será minoria.


Rafaela

Unknown disse...

Manolo... Você não é cabeça fechada, mas que tem uns cabeçudos isso tem.

Tanto os metaleiros e os não-metaleiros, igual nosso amigão J. Lembro-me de você comentar um diálogo com o sujeito:

André: "Ouço de tudo, blues, jazz, metal..."
J.: "Tudo igual!!!"

wait.. what?

Renata disse...

Com ou sem rebolation, o que importa é ser feliz.
\o

Milinha disse...

Cara, adorei o comentário do Diego aí em cima. Eu saio pra dançar (raramente Oo) e muitas vezes me divirto fazendo isso sim, mas é um outro divertimento (bem mais gostoso - pra MIM) sair pra beber com os amigos, tipo a gente fez ontem \\o (ou nem necessariamente beber mesmo)
Outra coisa, eu não curto ouvir certos tipos de música, beleza. E acho que música é, como dito aí em cima, o que faz bem aos ouvidos. E isso TAMBÉM é relativo. Se funk, axé ou etc fazem bem aos ouvidos de alguém, então é música pra esse alguém =]
Concluindo: Que todos se divirtam da forma que melhor for pra cada um! E claro, sem impor ou pressupor que essa forma vai ser a melhor pra todas as outras pessoas! :D

Unknown disse...

axeii maneiro o seu ponto de vista, apesar de gostar sim de dj, dançar funk, eletro e td mais...respeito a opinião dos q não gostam! Mando muito bem andréé!! ;D

Mariah disse...

você já foi melhor com posts, andré, o que houve?

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